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A Caçada

Maio, 1, 2009

emma__s_breasts_by_ravenmacabreEstou com fome, muita fome. Fome de algo novo, que eu não sei mais nomear. Eu me debato em minha jaula de ossos, carne e pele. Eu me debato, corto, arranho, grito de agonia e de prazer. Eu tenho fome. Olho o relógio. Hora de caçar. Eu sou uma presa, mas saio à caça. Sei muito bem quem é o meu alvo. Eu o observo com cuidado há meses, estudando-o. E como presa que sou sei que ele reconhece meu estudo. Ele é um predador experiente, requer cuidado.  Ele me olha nos olhos. Demoro pouco mais de um segundo para baixar o olhar, isso deve irritá-lo.Ele passará a me ignorar, tenho certeza. Hora de lamber-lhe a mão. Hora de abanar o rabinho. E de levar alguns chutes.Eu me aproximo do balcão, tímida. Há uma mulher entre nós. Eu permaneço em silêncio.  Ele não me olha, mas sei que me vê. Eu me mostro. Nada demais, apenas relaxo os ombros, alongando o pescoço. O queixo se levanta um pouco, é quase imperceptível. A coluna se alonga desde a base, o abdome se contrai. Meu joelho direito roça no esquerdo levemente. Eu ponho a mão direita sobre o blacão e mantenho os olhos baixos. Eu peço uma água mineral. Sem gás. Está calor. E eu estou caçando. Nos observamos sem nos olhar. Ele me ignora, sai do blacão e vai se sentar em uma das mesas. Primeiro chute. Pago a água e pego minha bolsa. Hora de ir embora, minha caçada está indo bem. Eu sei que ele viu os bicos dos meus seios se eriçarem. Eu sei que ele sentiu o meu cheiro. E ele sabe que eu vou voltar na semana seguinte.

Continua.

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Baunilhinha

Abril, 3, 2009

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Eu queria muito entender porque eu te amo.

Por que tem dias que eu te odeio.

Dias que eu quero te refazer inteiro, do jeitinho que eu sempre imaginei.

Dias que eu quero que você me abrace e me diga só o que quero ouvir.

Dias que eu quero que você se perca e se abandone só para saber como eu me sinto.

Dias que eu quero que você tenha medo de me perder.

Mas você não me deixa.

Com toda a paciência do mundo você me lembra quem está no comando aqui.

Você me irrita e aí eu te amo mais, ah como te amo…

Eu te odeio.

E te quero.

Todas as vezes que eu te testo e que você não me castiga só por que sabe que é isso que eu quero, eu te amo.

E te odeio.

E te amo.

E te quero.

Fica comigo esta noite?

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Castigo – Final

Fevereiro, 22, 2009

Ouvindo os gritos de gozo, eu me surpreendi quando senti as lágrimas rolando. Porquê apesar delas, eu não sentia o desespero que deveria acompanhar o meu choro. Eu estava entorpecida, em minha função de cabideiro. Não conseguia identificar qualquer sentimento, mas aquele choro me dizia, como se fosse um sinal de fora de mim que eu sofria. E se sofria, gostava.

O DONO continuou apertando-a contra seu peito, até que a respiração da cadela se normalizasse. Ela tentou se aninhar e beijá-lo mas ele a empurrou, sentando-se em sua poltrona.

_De quatro.

Trôpega e confusa ela obedeceu de olhos baixos.Ele passou a sola de um dos pés por seu rosto.

_ Lamba.

Estremeci com o som do tapa.

_Assim não. Lamba como a cadela que é.

Eu não conseguia ver o rosto dela, mas tinha a visão perfeita de sua xaninha careca e de suas nádegas, ligeiramente reparadas . Ela era toda rosada. Rosada e brilhante com os sucos do desejo que sentia por estar ali.

_Pare. Lábios no chão.

Ele não tinha pressa. Trouxe um consolo e enfiou-o na xaninha cor-de-rosa. Sentou-se novamente e a trouxe para mais perto de si, ainda de quatro.

_Continue.

Enfiou dois dedos em sua bunda. Ela suspirou. Tentava se conter, mas deixava escapar alguns movimentos quase involuntários. Ele enfiou outro dedo e mais outro. Agora já eram quatro.

_ Não sei quem iniciou você putinha, mas fez um belo trabalho.

Ela agora gemia, sem parar de lamber-lhe os pés.Quando enfiou o quinto dedo em seu cuzinho, ele lhe autorizou a rebolar. Ele socava sem parar na bunda dura e empinada, acariciando-lhe os cabelos e os seus seios, divertindo-se em fazê-la gozar. Quando sentiu o anel começando a latejar e apertar seus dedos retirou-os bruscamente, fazendo-a gritar surpresa, assustada e frustrada pela interrupção do gozo.

_ Mas que vagabundinha…Quem lhe disse que podia gozar de novo cadela? Não se pode mesmo elogiar vocês…Não passam de putas porcas e safadas…

E para mim:

_Abaixe os braços sarnenta, antes que deixe cair a bolsa e me dê ainda mais trabalho. Tsc, tsc…Meninas feias…Gostam de se comportar como crianças não é? Então serão castigadas como tal. Se abracem.

Olhamos para ele, sem acreditar no que ouvíamos. Ele sabia que aquele era um limite. Nos odiávamos desde o dia que nos conhecemos e ele sabia disso.

_ VOU TER QUE ESPANCÁ-LAS PARA QUE OBEDECEÇAM VAGABUNDAS?

Nos abraçamos a contragosto, mas ele nos empurrou uma de encontro à outra.

_ Beijo. Quero ver um beijo.

Obedecemos, mas aquele beijo tinha gosto de abuso. Não sentíamos prazer em nos tocar. O prazer que agradar ao DONO nos dava, nossos corpos repeliam.

_Quietas agora.

Ele nos manipulou como se fôssemos duas bonecas de pano. Esfregou nossos rostos na buceta uma da outra, fez com que eu lambesse o cuzinho dela e ela o meu. Uniu os bicos de nossos seios com clamps e brincou de nos fazer gritar ao retirá-los, apenas para prendê-los novamente e repetir a brincadeira. Nos colocou de quatro nos batendo com o chicote e com a régua, ordenando que não parássemos de nos beijar. Desenhou em nossos corpos com cera, fotografando cada uma de suas criações. Ele suava e ria como um menino que aprisiona insetos, apenas para poder torturá-los. Finalmente, entre gargalhadas quase loucas, ele me vendou e me guiou para outro cômodo. Mandou que eu me ajoelhasse e esperasse naquela posição até ele voltar.

Não sei o que fez com ela ou quanto tempo se passou, mas eu a ouvi gozar ainda várias vezes antes de ouvir os urros do gozo do DONO. Ouvi a geladeira se abrir e copos se encherem repetidamente. Ouvi sussurros e beijos, que me pareceram ternos e carinhosos.Ouvi passos se aproximando no corredor. E então senti o primeiro jato.

Para minha surpresa ouvi o riso dele na porta. Com nojo constatei que a chuva vinha dela, por isso o barulho dos copos.Ele a fizera beber vário copos de água, para que a bexiga se enchesse e ela mijasse em mim. Dolorida e enojada, percebi que ele a fazia marcar no meu corpo, o seu território.

Quando ela acabou ele mandou que lhe preparasse um banho. Disse que ela que se juntaria a ele na banheira, por ter ultrapassado um limite para serví-lo. Mandou que eu fosse à área de serviço e tomasse um banho de mangueira e sabão-de côco, que me secasse e o esperasse no quarto. Já limpa e seca fui colocada na jaula, para que o assistisse colocá-la na cama e embalá-la como a um bebê até que ela dormisse. Como se eu não estivesse ali ele se deitou ao lado dela a desde então o escuto ressonar.

Tenho medo. Tenho medo de perder a coleira, a identidade e alma. Tenho medo de ficar sozinha e perdida.

Eu pertenço a ele. Ele consegue enxergar o que nem eu consigo ver com clareza. Ele tem a chave de todos os meus quartos escuros, e de vez em quando os abre, para que eu contemple o que tento esconder com tanto custo. No entanto nunca antes ele me deixara ficar neles por tanto tempo.” O Retrato de Dorian Gray, pequena. Há algumas visões que podem nos matar.”

Eu tenho medo do escuro. Medo de olhar o retrato. Eu tenho medo da morte em vida.

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Castigo – Parte II

Janeiro, 17, 2009

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Beberam a cerveja. Minha mãe me trouxe uma garrafa de cerveja de trigo da Bélgica no mês passado. O DONO disse só iríamos bebê-la na quarta. Quarta-feira é meu aniversário de encoleiramento. Dois anos. Mas agora… Agora não sei nem se ainda estarei encoleirada na hora do almoço…

Conforme me fora ordenado arrumei as tulipas novas, que ele havia comprado especialmente para o aniversário. Trouxe a bandeja, os servi e ia voltar à minha posição de cadela, mas ele mandou que eu esperasse de pé enquanto bebiam. Sempre acariciando a vadia e sorrindo disse a ela:

_ Me dê sua bolsa meu bem.

E para mim:

_ Estenda os braços sarnenta. Você dará um ótimo cabide para a bolsa de minha nova menina. Humm…Como não pensei nisso antes? Talvez você não seja tão inútil afinal…Posso fazer um cabideiro de você. Eu estava mesmo precisando de um… isso, fique quietinha. Assim. Sempre amordaçada é claro, afinal você fala demais.Sabe que estou começando até a gostar de você ter feito o que fez? Assim posso me livrar dessa sua vozinha irritante e inconsequente de uma vez por todas…

Depois de tapar minha boca com o silver tape novamente ele pendurou a bolsa dela em meu antebraço esquerdo. Não estava pesada, mas eu sabia que depois de algum tempo naquela posição iria estar. Continuaram bebendo e conversando. Ele se mostrou especialmente cortês e paciente com ela, ouvindo suas idiotices com atenção. Ella Fitzgerald cantando “At Last”. Era a deixa que ela precisava. Ela começou a dançar para ele. Uma dança suave e pouco afetada. Movimentos muito leves com os braços. Leves, mas graciosos e precisos. Lindos eu tenho que admitir. Mantinha os pés juntos e os joelhos dobravam e esticavam alternadamente enquanto ela movimentava os braços. Ondulava os quadris na medida exata, quase contida. Elegante e nada vulgar. De vez em quando ela movimentava a cabeça e uma cascata de ondas vermelhas cobria o seu rosto. Ela sorria e seus olhos felinos brilhavam. Ela não precisava seduzí-lo, já o fizera. Ela mostrava com seu corpo o desejo de que ele a vergasse. O desejo de que ele lhe roubasse o fôlego e a alma . Que a fizesse sorrir e agradecer quando ele machucasse seu corpo e seu ego. Ela sentia-se pronta e ansiosa. Pronta para pertencer a ele.

Ele continuou sentado. Fez sinal para que ela se aproximasse. Agarrou suas coxas por debaixo do vestido, e depois sua bunda. Apertou com força e ela suspirou. Mandou que ela se livrasse do vestido mas que não tirasse a calcinha.

_ Sempre é bom uma pecinha de roupa para temperar.

Ele a agarrou pela nuca e a imprensou contra a parede. Suas mãos percorreram aquele corpo branquinho e macio, ora apertando, ora arranhando. Como se fosse um violonista ele deixava uma das unhas compridas. Mas não para a música.

Segurando-a pelos cabelos ele vergou-a até que ela se ajoelhasse. A vadia fora bem adestrada, baixou imediatamente os olhos. Não foi preciso que ele mandasse, ela sabia o que tinha que fazer. Vi a linguinha rosada lamber o chão à frente dele, e depois suas botas. Ainda puxando seus cabelos ele a arrastou e fez com que apoiasse as mãos no sofá. Puxou sua calcinha até que ela entrasse pelos grandes lábios. Ele cochichou a autorização no ouvido dela entre mordidas e beijos. Ela começou a se mexer imediatamente, esfregando-se no único pedacinho de pano que ainda tinha sobre o corpo e gemendo alto. De repente ele rasgou a calcinha de uma vez. Ela estremeceu de susto e ele a passou o dedo médio em sua rachinha, bem devagar. Subiu até o grelinho e voltou em direção ao cú, repetidamente. Ela olhou para ele, aflita por liberar o gozo e recebeu um tapa.

_Shhh…ainda não neném.

Ele sempre me chamava de neném em casa, mas eu não me importei. Eu não chorava mais. Eu não sentia mais raiva, tesão ou tristeza. Eu era um cabideiro. Eu não sentia mais nada.

Ele continuou explorando a racha displicentemente, levando-a ao desespero. Quando viu que ela não conseguiria segurar ele parou. Sentou-se novamente e acenou com cabeça. Ainda arfando ela se ajoelhou e tirou-lhe as botas e as meias. Ele mandou que ela se deitasse e passou a esfregar a sola dos pés na cara dela. Pisou em seu rosto algumas vezes e deixou que ela lambesse seus pés. Puxou-a para cima e abriu ele mesmo a calça. Ela abocanhou seu pau com fome de quase-gozo, como se aquele fosse seu último ato nesse mundo. Ele segurava seus cabelos fazendo com que ela engolisse todo o cacete de uma vez. Quando ela engasgava ele ria e a parabenizava, olhando para mim e dizendo que gostava de meninas assim, dedicadas. Ela começou a punhetá-lo enquanto lambia seu saco e ele a chamava de sua puta gulosinha, bezerrinha, vadiazinha do DONO. Ele parecia se entregar ao prazer que ela lhe dava como ela se entregara a ele, até que entre gargalhadas a afastou de si e esbofeteou-a seguidamente. Enfiou o dedo de uma vez em sua bunda, e apertando-a de encontro ao peito, disse baixinho:

_ Goza minha menina. Goza gostoso para o DONO.

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Castigo – Parte I

Dezembro, 28, 2008

O meu pé direito está formigando. Sei que daqui a pouco o formigamento irá se transformar em cãimbra.Tento me mexer mas a cage é muito apertada. Lembro quando ele a trouxe. Entrei no quarto e ela estava lá, ao pé da cama com um laço de fita imenso. Ele havia me ordenado mandar-lhe todas as minhas medidas: peso, altura, pescoço, quadris, comprimento de pernas e braços, cintura, tudo. Ele mandou fazer a gaiola sob medida para torná-la o mais desconfortável possível para mim. Ele me conhece, sabe que a imobilidade é o maior dos meus pesadelos. Respiro fundo e tento não pensar em nada, mas será impossível dormir assim. Eu o escuto ressonar na cama. Tenho pelo menos mais umas três horas até que ele acorde, e ainda assim não tenho certeza de quando ele irá me soltar. Estou sem coleira. Ele a deixou no chão, bem à frente da jaula, ao lado de uma tesoura. Choro baixinho, tenho medo que ele corte a coleira ao acordar e aí sim viverei meu maior pesadelo…

Não quero perder o DONO, mas vi como a raiva crescia em seus olhos á medida em que eu contava o que havia feito. No chão e de cabeça baixa, eu lhe contei todos os detalhes entre soluços. Ele se manteve frio. Calmo. Impassível. A não ser pelos olhos.  Os olhos de meu DONO são como os meus, podem virar brasas. Eu falava, me sentindo menos que uma vadia, uma vagabunda, menos que um animal lascivo e imundo. E ele, de pé, apenas escutava e me observava. Quando terminei o relato ele levantou minha cabeça pelos cabelos e sussurrou no meu ouvido: “sarnenta”. Deu-me três bofetadas, ainda leves,
e foi até a escrivaninha. Vi que ele pegou uma tesoura e instintivamente levei minhas mãos ao pescoço, como se pudessem proteger minha coleira.

_ Feche os olhos.

Eu o ouvi se aproximando e então senti (com alívio) o silver tape tapando minha boca.

_ Você é do tipo de vaca que não merece sequer uma gag.

Pelos cabelos fui arrastada até a cozinha. Meticulosamente ele esquentou a pontinha de um garfo no fogão e passou a marcar minha pele com ela em diferentes pontos. Ele sabe o quanto eu odeio queimaduras. Eu gemia baixinho cada vez que sentia o metal aquecido em minha carne. Ele apenas encostava, não queria marcas permanentes. Ainda não. De repente ele apertou meu pescoço até quase me sufocar, e logo em seguida enfiou dois dedos de uma vez em minha boceta. Rindo, ele cuspiu na minha cara:

_ Sua piranha imunda! Está gostando não é neném? RESPONDA COM A CABEÇA SUA VACA!

Fiz que sim e ele imediatamente me empurrou, me jogando no chão e passou a me dar chutes. Doloridos, mas nada perigosos. Ele sabe como fazer para que eles doam mas não machuquem. Enquanto me chutava ele me chamava de burra e dizia que eu não merecia o DONO, não sabia honrar a coleira que portava. De todas as dores da noite essa foi sem dúvida a pior.

Ele passou a sola do sapato em minha cara, sujando-a.

_ Assim fica melhor. Uma porca como você está sempre imunda.

Ele então me arrastou até o quarto.

_ Estava ansiosa para estrear o presente não é cachorrinha?  _ Mais três bofetadas, desta vez bem fortes.

Ele me prendeu na jaula. È pequena demais para mim. A posição era incômoda, mal conseguia me mexer.

Sem dizer nada ele apanhou a carteira e as chaves e saiu.

Três horas depois ele voltou com ela. Podia trazer qualquer mulher, mas trouxe justamente a única vadia que sabe que eu não iria suportar. Eu soube que era ela no momento em que escutei sua primeira gargalhada na sala, histérica, vulgar…inconfundível.

Ele me tirou da jaula e massageou meus membros com carinho, até que a dor neles diminuísse. Quando viu que eu já me recuperara voltou à violência de antes, me arrastando pelos cabelos até ela.

_ Já se conhecem não é cadelinhas? Ora sarnenta, não seja mal-educada!Cumprimente sua amiga!

Ele arrancou a fita de vez, me fazendo soltar um grito de dor. Encarei a vaca com raiva, e recebi um tapa tão forte que me fez cair.

_ NO CHÃO SUA PORCA! E OLHOS BAIXOS! Quero ver você se comportar.

Permaneci de quatro no chão enquanto ele a beijou e acariciou, fazendo-a gemer gostoso. Depois me mandou levantar a cabeça. A desgraçada estava mais linda ainda. Os cabelos agora eram de um vermelho profundo, que deixava seus olhos mais verdes. Usava um vestido preto e larguinho, mas bem curto. E botas pretas de cano longo. As coxas expostas eram perfeitas, firmes e torneadas. Os braços longos e atléticos. Ela sorria para mim com escárnio. Ele acariciou seus cabelos.

_ Está com sede meu amor? Vá à cozinha sarnenta. Traga-nos algo gelado. E nem pense em fazer nenhuma gracinha cadela, eu vou saber se você cuspir no copo da minha gatinha. Ela é linda não é sarnenta? RESPONDE PUTA!

_ Sim SENHOR. Ela é linda. _ respondi baixando os olhos.

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Meninas malcriadas

Dezembro, 14, 2008

Dream a little dream...

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Dezembro, 13, 2008
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Irmãs

Dezembro, 13, 2008

Júlia me beijou gostoso. Um beijo longo e lento. Senti  sua respiração suave enquanto entregava minha boca à sua língua. Linguinha esperta e ferina, mas também quente e terna. Nos beijarmos era tudo o que podíamos fazer. As cordas que me amarravam eram vermelhas. As dela cor-de-rosa. Estávamos completamente imobilizadas, uma de frente para a outra. Um sistema intrincado de cordas e nós começava em nossos tornozelos, unindo-os, e subia até nossos ombros. Não pude deixar de rir quando ela disse que parecíamos duas lagartinhas, cada qual em seu casulo. Não podíamos nos arrastar para longe uma da outra. Estávamos unidas pelos cabelos. “Provavelmente teremos que cortá-los para sair daqui”, pensei, tal a confusão de fios negros e dourados que nos unia. Por baixo das cordas do casulo sentímos a pressão das cordas do Shibari, que nos torturavam e excitavam. Separando seus lábios dos meus ela me olhou nos olhos. Eu queria mergulhar em suas piscinas azuis, tão jovens, ao mesmo tempo inocentes e impetuosas. Eu sabia bem o que ela sentia. Um tipo de amor que só há uma idade para sentir. Um amor de quem ainda não viveu. Queria trazê-la para dentro dos meus olhos, de minhas águas escuras e turvas e mantê-la ali,  sempre perto de mim.

Ela lambeu o meu rosto. Lambeu até que estivesse limpo. Ela lambia o leite quente e grosso que havia sido derramado em mim e ás vezes me oferecia sua língua para que eu pudesse sentir o gosto também. Sempre adorei o gosto, este mais do que nunca. O gosto do esperma é uma caixa preta. Ele nos conta o que foi feito, comido e bebido pelo homem que o ejacula. Ás vezes é amargo, ás vezes bem doce. Algumas vezes não tem muito gosto. Há dias em que está mais grosso, chega a estar granulado, outros é quase um suquinho. Sentir aquele gosto assim, misturado à saliva e ao cheiro dela me enlouquecia. Eu tentava movimentar meus quadris, mas o trabalho com as cordas estava realmente bem-feito. Júlia me beijou de novo e deixou escapar um gemido agudo e nervoso.

_ Também não consegue se mexer não é?

Ela fez que sim com a cabeça, com aquele jeito de menina boazinha que eu adoro.

_ Aperta lá dentro como se fosse fazer xixi então.  Aperta e solta.

Os olhinhos azuis se abriram um pouco e ela sorriu.

_  Nossa… Gostoso…

_  Ele ainda não te ensinou?

_  Não…

_  Então acho que ele quer que eu ensine.

_  Será? Não acha melhor perguntar primeiro?

_  Como? Quem sabe a que horas ele vai voltar?

Júlia sorriu novamente.

_  Eu gostei de como ele fez hoje.

Eu sorri de volta.

_ É, eu também.Ela é bonita…

_ Do que gostou mais? Quer dizer, nela.

_ Gostei da bunda. E dos peitões.

_ Ah eu adorei a boca. Especialmente em volta do pau dele.

Rimos.

_ Vai me dizendo do que mais você gostou. E vai apertando e soltando.

_ Ah sei lá… Gostei de tudo…

_ Mas de que parte gostou mais?

Ela ficou vermelha e baixou os olhos.

_  Gostei de quando ele mijou nela. Quase gozei assistindo aquilo.

_ Que safadinha! Queria que ele fizesse isso com você também né sua putinha?

Ela assentiu sorrindo.

_  E o que mais queria?

_  Ah… Teve uma hora que eles ficaram bem perto de mim. Eu senti o cheiro dela, era forte. Tive muita vontade de chupá-la.

_  Ai eu também! Ela tem uma boceta enorme!

_  E o grelo você viu o tamanho?

_ Vi. Lindo né? Eu gosto assim bem vermelhinho. Queria que o meu fosse igual.

_  Ah que bobona o seu é todo lindinho, parece de menininha! Mas e quando ele comeu o cú dela? Achei que ela ia morrer!

_  Nossa foi mesmo. Ela gritou como uma louca. Fiquei babando nessa hora. Adoro quando ele me pega assim.

_  Hummm… puxando pelos cabelos…

_  Éééééééééééé! Nossa, e quando ele puxa pela guia ?!

_  Ai pára, minha boca encheu d’água aqui.

_  Hummm… Quando você fica com vontade sobe o cheirinho … O seu é forte também sabia?

_  Linda!

Eu ia beijá-la de novo quando ouvimos o clique na porta. Ficamos em suspenso, quase sem respirar. Não podíamos virar a cabeça para olhá-lo, só ouvir seus passos abafados pelo carpete. Ele parou atrás de Júlia e tirou algo do bolso. Se abaixou perto do rosto dela. Eu pude ver o que era e sorri um sorriso iluminado. Ele esvaziou a camisinha usada sobre o rosto de Júlia. O carinho em minha cabeça era o consentimento que eu esperava. Depois que ele se sentou na cama sorri para Júlia. E a beijei gostoso.

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ELA

Novembro, 29, 2008

Ela o esperou até bem tarde mas ele não veio. Era assim há vários dias. Ele estava ocupado e sem tempo para brincadeiras. Mas ela o queria, ah como queria…Ela queimava. Primeiro de  desejo, depois de fúria. Estava furiosa consigo por ter esperado até tarde, mesmo sabendo que ele não viria. Sentia raiva pelo simples fato de, mais uma vez, estar esperando. Não, ela não era  do tipo que espera.

Ela o queria e o queria já , nunca fora de delegar o  controle sobre a satisfação de seus desejos a ninguém. Quando queria um homem ela  o caçava, ela o pegava como algo que em sua cabeça já lhe pertencia, já lhe era de direito. Ela se atirava sobre ele e rapidamente o envolvia, de tal forma que ele já não pudesse escapar. Ela havia aprendido com os anos a detectar as fraquezas dos homens, a lê-los e a identificar em cada um o ponto que deveria ser atacado. É claro que nem todos se transformavam em presas facilmente, mas o jogo também lhe era agradável. Alguns precisavam  ser afagados e quando um desses a atraía ela gostava de fazê-lo pensar que era ela e não ele a presa. Ela exibia-se docilmente até que ele viesse lhe fazer a corte, para depois às gargalhadas, pendurar mais aquela cabeça em sua parede.

Por isso quando pensava nele e no que fazia com ela  ficava ainda mais confusa, raivosa e excitada. E molhada, molhada como uma adolescente. Nos últimos tempos ela não pensava em outra coisa um só minuto, a não ser em tê-lo  grudado em suas costas, falando coisas das quais qualquer um se envergonharia em seus ouvidos. Pensava nas mãos dele segurando seus quadris e lhe puxando com força,  e em sua boca  lhe mordendo a nuca, como se ela fosse uma gatinha.

A ele, ela entregava totalmente o controle de sua vida. Ficava lá, sentada  a sua espera como a boa menina que  nunca fora nem quisera ser. Por causa dele ela havia ficado quando teve a chance de ir embora. Ela havia se transformado em alguém doce e agradável. Ela havia aprendido que às vezes, mesmo não querendo, é preciso obedecer. E ainda assim, quando tentava analizar os fatos ela concluía que iria até o fim do mundo para buscar o que ele desejasse, mesmo que na viagem tivesse que se abandonar completamente.
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BOA MENINA

Novembro, 24, 2008

Seu olhar fulmina. Está caída, apoiada sobre as duas mãos olhando para ele. Linda, tão linda… Parece tão pequena ali, no chão do quarto, um filetinho de sangue quase imperceptível escorrendo do lábio inferior… A não ser pelos olhos. Os olhos são furiosos, vivos, ficam enormes quando ela está zangada. Ela se levanta cambaleando. Enquanto ela recupera o fôlego ele a observa e pensa no quanto é linda assim, em posição de desafio. A textura da pele e dos seios denunciam traços de sangue índio diluídos em muitas gerações. A barriguinha (que ele adora) é firme e talhada, mas há um montinho logo abaixo do umbigo do qual ela reclama sem parar e ele acha extremamente sexy. A boceta gordinha e sem pelos é grande e desafiadora como a de uma prostituta. Mas quando se abre mostra uma rachinha surpreendentemente apertada e um grelinho de menina. As coxas grossas são firmes, mas arredondadas. Ela é assim, toda arredondada, curvilínea. A Vênus Calipígia.

­ _EU DISSE QUE NÃO D-O-E-U!

As palavras dela o despertaram do devaneio. Por um instante permanecem assim, um de frente para o outro. Ela com om os olhos furiosos e a boca sangrando. Ele com um meio sorriso. Então em menos de um segundo, o suficiente apenas para ver o terror invadir aqueles olhos que queimam ele agarra seus cabelos e a arrasta para a cama. Sim, arrasta. Ele a puxa com força, de tal modo que ela não pode manter-se de pé. Como quem pega uma boneca ele a debruça sobre a cama, os joelhos no chão , a bunda empinada e oferecida.

Primeiro com a mão. Ele adora usar as mãos nela. Nas outras meninas prefere instrumentos mais sofisticados… Mas nesta… Gosta de ver as marcas de seus dedos na bunda dela. Gosta de apertar e beliscar as nádegas depois de cada tapa. Ela começa a chorar baixinho. Um chorinho lindo, de criança, quase um ganido. E ele bate mais. Mais. E mais. Bate até começar a arfar. Agarra os cabelos dela novamente e sussurra em seu ouvido:

_ Shhh…Sem choro princesinha, agora vamos começar a brincar viu? Você foi muito feia desafiando o DONO não foi? RESPONDE CADELA!- a cabeça é puxada para trás e ela solta um gritinho de susto e de dor. O “sim meu SENHOR” que ela responde é quase inaudível e cortado pelo choro. Ele tira o cinto.

-Não vou gastar nenhum de meus brinquedos com você hoje vadia. Mas pode ter certeza que você vai querer me implorar para usá-los. E eu não vou te amordaçar, mas não quero barulho, um grito sequer. Eu quero ver você se controlar para o DONO, e aí talvez o seu castigo seja um pouco mais brando – ele acaricia a bunda redonda e quente, e sobe as mãos pela cintura e costas. Ele se deita sobre ela, que pode sentir o volume entre suas nádegas. Ele fala com suavidade, quase com ternura – Você acha que consegue putinha? Você consegue se controlar para o seu DONO?

Ela faz que sim com a cabeça. Os dois faróis antes tão furiosos já estão vermelhos pelo medo e pelo choro. Ela não se mexe, apenas treme. E ele usa o cinto. Primeiro só o couro. Depois a fivela. Uma, duas , sete, dez, quantas será que ela aguenta sem gritar? A cada uma ela serra os dentes e as lágrimas rolam por seu rosto. Ele sabe que ela não usará a safe. Esse é um animalzinho raro. Ele sabe que ela não se entrega, é preciso sempre quebrá-la. Todos os dias. Um dia de cada vez. Quando as marcas tornam-se suficientemente boas, ele pára. Vergões vermelhos e hematomas escuros. Um cortezinho pequeno aqui e ali.

Ele sai do quarto e a deixa respirar um pouco, mas é breve. Volta com uma vasilha de água morna e perfumada, e uma toalhinha pequena, dessas de mão. Ele beija os olhos fechados da menina que treme, tão humilde, tão indefesa….Beija as bochechas, o nariz, e a boca. Os lábios dela se entreabrem mas ele se afasta. Molha a toalhinha na solução perfumada e aplica sobre os vergões. Ele a vê arquear as costas. Ela arranha os lençóis e chora. Mas ele sabe que ela não vai gritar.

_ Vê como o DONO gosta de você querida? DONO misturou até aqueles sais de banho perfumados que você gosta com o sal grosso comum. Olha que linda vai ficar, toda marcada e cheirosa… Vai parecer uma petzinha, dessas de colo, não uma cadelinha de rua malcriada e sarnenta.

Ele faz questão de aplicar a salmoura devagar, secando os vergões e reaplicando a toalha molhada.Então, com toda calma, ele traz a guia e prende na coleira dela. Ele a faz vir de quatro até o computador. Ele se senta e a mantém ajoelhada à sua frente.Ele abre a braguilha e liberta seu pau, socando na boca dela de uma vez. Ela engasga e tosse. Ele sorri e a traz novamente, desta vez com carinho.

_Vamos princesa, chupe. Chupe bem gostoso. Use essa boquinha de puta para dar prazer ao seu DONO.


Ela chupa. Chupa como sabe que ele gosta. Lambe as bolas, segurando o pau delicadamente com a mão hábil e macia. Lambe a cabeça, e chupa só a pontinha, como se ele não coubesse em sua boca. Lambe todo o corpo do cacete, esfregando a carinha linda nele, como se sua vida dependesse disso. Ele então pressiona a cabeça dela para baixo e a faz engolir o membro inteiro. Ele a conduz. Ela obedece, fazendo barulhinhos com a boca cheia de saliva, do jeito que sabe que ele gosta. Ela está pronta. Agora, finalmente, ele começará a castigá-la.

Primeiro ele tecla com uma de suas meninas. Ela não sabe se tem ou não irmãs. Ele sempre diz que ela saberá quando chegar a hora. Ele narra a conversa para ela, que volta a chorar enquanto chupa. Ele manda que a menina ligue a web-cam e se exiba para ele, e descreve com detalhes o corpo dela, elogiando-o. Ele compara as duas, dizendo sempre o quanto ela está aquém da outra, o quanto lhe falta em beleza, educação e atrativos. Ela continua chupando e chora. Ele sabe que esta é a pior das dores para ela. Ela não se importa que ele tenha outras, ela nunca se importou. Mas não há nada pior para ela que ser comparada e se sentir inferior. Sentir que seu lugarzinho no coração dele não está seguro. E é justamente esse o castigo que ele dá a ela.

Ele conversa com todas as meninas de seu canil, uma a uma, deixando claro que essa que o serve é a última e pior de todas. Conversa com uma ex-namorada com quem ainda se encontra de vez em quando. Conversa com amigos , descrevendo-a e ao seu servir, enfatizando o quanto ela é fraca e tem a aprender. Alguns o aconselham a livrar-se dela, e ele responde que tem pensado muito nisso. Nesse momento ela  se desdobra em agradá-lo e chupa com mais afinco, massageando as bolas. Ele percebe que está na hora de ser particularmente cruel.

Ele entra no skype. Ele liga para uma menina que se foi há muito tempo. Ela sabe que essa é realmente especial. Ela sabe que ela deixou uma cicatriz que ainda lateja. Ela sabe que em muitos momentos ele ainda chama seu nome, mesmo sabendo que ela se foi. Ele conversa com a menina no viva-voz. Ele é amoroso com ela e ela com ele. Ele a excita e a faz gozar, observando-a tocar-se pela câmera. A dor de sua cadela, aquela que está ali a lhe servir é quase insuportável. O estômago queima de ciúmes, as pernas fraquejam. Ela pensa na safe. Ela sabe que não vai aguentar muito mais tempo daquilo. Ela chora com o pau de seu DONO na boca, chora de soluçar. Tantos são os soluços que ela não consegue mais chupá-lo como deve. A menina do skype gozou. O Dono diz que a ama e olhando para a cadela que soluça ajoelhada a seus pés se despede dizendo que não há ninguém no Brasil que se compare a ela. A cadela não suporta as últimas palavras e irrompe em um choro alto e sofrido que o enlouquece. Ele a derruba, a vira e ali mesmo a invade  de uma só vez estocando forte. Ele soca, soca e soca, chamando pelo nome da outra. A dor  da menina é insuportável, ela não resiste mais, apenas chora. Ele lhe segura os pulsos e diz:

_ Goza criança, goze o quanto quizer.

Ela goza gemendo e chorando alto. È um gozo longo, que vai e volta em orgasmos múltiplos quando ele aumenta a velocidade e a pressão. Ele sente a boceta que lateja e pinga ordenhando o seu pau.Ele aperta sua menina como se ela fosse a última mulher do mundo, entrando mais, fundindo-se com ela. Ele goza dentro dela durante muito tempo, os corpos colados, suando e gemendo.

Quando sua respiração volta ao normal ele a puxa para si orgulhoso. Ela pergunta tímida:

_ DONO entendeu o que sua menina fez hoje?

Ele sorri:

_ Sim criança. Você despertou o meu sadismo quando sentiu que eu precisava.

_É que DONO anda tão estressado com o trabalho… eu… achei que seria bom para ele liberar um pouco…

Ele a beija com carinho.

_ Você agiu bem criança. Seu DONO está muito satisfeito com você.

Ela se aninha mais e sorri. Ela o servira bem. Ela fora valente. Ela fecha os olhos e relaxa no corpo do DONO. Ela está em paz.