Júlia me beijou gostoso. Um beijo longo e lento. Senti sua respiração suave enquanto entregava minha boca à sua língua. Linguinha esperta e ferina, mas também quente e terna. Nos beijarmos era tudo o que podíamos fazer. As cordas que me amarravam eram vermelhas. As dela cor-de-rosa. Estávamos completamente imobilizadas, uma de frente para a outra. Um sistema intrincado de cordas e nós começava em nossos tornozelos, unindo-os, e subia até nossos ombros. Não pude deixar de rir quando ela disse que parecíamos duas lagartinhas, cada qual em seu casulo. Não podíamos nos arrastar para longe uma da outra. Estávamos unidas pelos cabelos. “Provavelmente teremos que cortá-los para sair daqui”, pensei, tal a confusão de fios negros e dourados que nos unia. Por baixo das cordas do casulo sentímos a pressão das cordas do Shibari, que nos torturavam e excitavam. Separando seus lábios dos meus ela me olhou nos olhos. Eu queria mergulhar em suas piscinas azuis, tão jovens, ao mesmo tempo inocentes e impetuosas. Eu sabia bem o que ela sentia. Um tipo de amor que só há uma idade para sentir. Um amor de quem ainda não viveu. Queria trazê-la para dentro dos meus olhos, de minhas águas escuras e turvas e mantê-la ali, sempre perto de mim.
Ela lambeu o meu rosto. Lambeu até que estivesse limpo. Ela lambia o leite quente e grosso que havia sido derramado em mim e ás vezes me oferecia sua língua para que eu pudesse sentir o gosto também. Sempre adorei o gosto, este mais do que nunca. O gosto do esperma é uma caixa preta. Ele nos conta o que foi feito, comido e bebido pelo homem que o ejacula. Ás vezes é amargo, ás vezes bem doce. Algumas vezes não tem muito gosto. Há dias em que está mais grosso, chega a estar granulado, outros é quase um suquinho. Sentir aquele gosto assim, misturado à saliva e ao cheiro dela me enlouquecia. Eu tentava movimentar meus quadris, mas o trabalho com as cordas estava realmente bem-feito. Júlia me beijou de novo e deixou escapar um gemido agudo e nervoso.
_ Também não consegue se mexer não é?
Ela fez que sim com a cabeça, com aquele jeito de menina boazinha que eu adoro.
_ Aperta lá dentro como se fosse fazer xixi então. Aperta e solta.
Os olhinhos azuis se abriram um pouco e ela sorriu.
_ Nossa… Gostoso…
_ Ele ainda não te ensinou?
_ Não…
_ Então acho que ele quer que eu ensine.
_ Será? Não acha melhor perguntar primeiro?
_ Como? Quem sabe a que horas ele vai voltar?
Júlia sorriu novamente.
_ Eu gostei de como ele fez hoje.
Eu sorri de volta.
_ É, eu também.Ela é bonita…
_ Do que gostou mais? Quer dizer, nela.
_ Gostei da bunda. E dos peitões.
_ Ah eu adorei a boca. Especialmente em volta do pau dele.
Rimos.
_ Vai me dizendo do que mais você gostou. E vai apertando e soltando.
_ Ah sei lá… Gostei de tudo…
_ Mas de que parte gostou mais?
Ela ficou vermelha e baixou os olhos.
_ Gostei de quando ele mijou nela. Quase gozei assistindo aquilo.
_ Que safadinha! Queria que ele fizesse isso com você também né sua putinha?
Ela assentiu sorrindo.
_ E o que mais queria?
_ Ah… Teve uma hora que eles ficaram bem perto de mim. Eu senti o cheiro dela, era forte. Tive muita vontade de chupá-la.
_ Ai eu também! Ela tem uma boceta enorme!
_ E o grelo você viu o tamanho?
_ Vi. Lindo né? Eu gosto assim bem vermelhinho. Queria que o meu fosse igual.
_ Ah que bobona o seu é todo lindinho, parece de menininha! Mas e quando ele comeu o cú dela? Achei que ela ia morrer!
_ Nossa foi mesmo. Ela gritou como uma louca. Fiquei babando nessa hora. Adoro quando ele me pega assim.
_ Hummm… puxando pelos cabelos…
_ Éééééééééééé! Nossa, e quando ele puxa pela guia ?!
_ Ai pára, minha boca encheu d’água aqui.
_ Hummm… Quando você fica com vontade sobe o cheirinho … O seu é forte também sabia?
_ Linda!
Eu ia beijá-la de novo quando ouvimos o clique na porta. Ficamos em suspenso, quase sem respirar. Não podíamos virar a cabeça para olhá-lo, só ouvir seus passos abafados pelo carpete. Ele parou atrás de Júlia e tirou algo do bolso. Se abaixou perto do rosto dela. Eu pude ver o que era e sorri um sorriso iluminado. Ele esvaziou a camisinha usada sobre o rosto de Júlia. O carinho em minha cabeça era o consentimento que eu esperava. Depois que ele se sentou na cama sorri para Júlia. E a beijei gostoso.


1 Comentário
Dezembro, 14, 2008 às 10:40 pm
Que coisa mais… Perversa… Adorei!!!
As Mulheres Mais Gatas Do Mundo
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